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Histórico da UCE-AML

Criada em 2006 a Unidade de Compras Electrónicas da Área Metropolitana de Lisboa (UCE-AML) teve como missão inicial agregar as necessidades de 3 categorias de produtos (Papel, Economato e Consumíveis de Impressão) dos 10 Municípios pioneiros, e lançar, num acto único, os processos aquisitivos, possibilitando, assim, a obtenção de vantagens económicas significativas nas aquisições, quer ao nível financeiro, quer pela redução dos custos globais, associados a todo o processo. Foram igualmente propostos vários objectivos iniciais dos quais se destacam os seguintes:

 - Gerar poupanças imediatas e aumentar a eficiência no processo aquisitivo resultantes da racionalização da estrutura de custos e pela agregação de determinadas categorias de bens e serviços;

 

- Aprofundar o conhecimento da estrutura de custos actual e dos processos aquisitivos existentes nos municípios;

 

- Desenvolver competências internas nas entidades envolvidas que permitam as especialização da função compras;

 

- Avaliar o grau de adesão ao processo electrónico de compras por catálogo, consulta simples e negociação dinâmica no panorama da AML;

 

- Minimizar as barreiras à adopção das compras electrónicas nas entidades públicas na sua fase de generalização;

 

- Avaliar a capacidade dos fornecedores se relacionarem electronicamente com a Administração Pública Local;

 

- Desenvolver a parceria multi-municipal captando as sinergias resultantes da agregação de esforços e de interesses comuns;

 

- Desenvolvimento do espírito de colaboração e partilha intermunicipal, de informação e conhecimento, que se traduza na implementação das melhores práticas.

 

Foi a 15 de Dezembro de 2006, numa batalha contra o tempo, que a UCE promoveu a 1ª Negociação Dinâmica de preços na Área Metropolitana de Lisboa, iniciativa verdadeiramente pioneira a nível nacional, que reuniu o conjunto das necessidades de consumíveis de informática de 10 Municípios. Estiveram sujeitos a negociação cerca de 15.700 “toners” num valor final de cerca de 500m€ e foram atingidos níveis de poupança média de 15% numa óptima demonstração de dinamismo do mercado fruto do interesse demonstrado pelos forte participação de vários fornecedores.

 

No entanto este projecto-piloto contempla no imediato, um conjunto de benefícios que não se esgotam no resultado em euros de uma simples negociação de preços, passam pelas poupanças estruturais e ganhos de eficiência nas compras, bem como pelo aumento, em simultâneo, da transparência e da qualidade do serviço prestado. As compras públicas electrónicas reforçam, também, os meios de participação activa da sociedade, facilitando o acesso das empresas, qualquer que seja a sua dimensão, ao mercado das compras públicas, promovem a racionalização dos custos em comunicações bem como permitem simplificar, de forma segura e conveniente, o relacionamento entre estado e cidadão, o seja, estamos na presença da verdadeira identidade do Serviço Público.

 

Esta iniciativa de dimensão metropolitana de serviços partilhados, apoiado nas Tecnologias de Informação e Conhecimento, mas sobretudo apoiado numa equipa de competência impar composta por elementos de todos os municípios parceiros, tem contribuído para que a Área Metropolitana de Lisboa se assuma como reformadora e formadora de conhecimento em matéria de Contratação Pública Electrónica. Enfrenta agora um desafio, fruto da publicação do recente Código de Contratação Pública que passa pela formalização da constituição da UCE como Central de Compras, permitindo dar continuidade ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido e potencializar a motivação existente entre os vários participantes, servindo-nos do conhecimento acumulado para expandir o volume de poupanças reais, através da generalização do conceito de Compras Electrónicas a novas categorias de bens e a novas entidades (Municípios e empresas municipais).

 

Importa, também, fazer evoluir a função compras, no que diz respeito à componente de Sourcing, criando condições para que todos os processos relacionados com o desenvolvimento da estratégia de compra, especificação de bens ou serviços, agregação de necessidades, prospecção e pré-qualificação de fornecedores, consulta e negociação, gestão de contratos, etc., seja mais ágil e transparente.